segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Hikikomori



“Hikikomori”, um mal que atinge os jovens no Japão
Estima-se que 1 milhão de jovens vivem trancados em seus quartos, sem ir à escola ou ao trabalho
(Fernando A. Busca)


Incapazes de seguir o frenético ritmo de vida do país, no Japão existem cerca de 1 milhão de adolescentes ou jovens que sofrem de hikikomori - comportamento causado pela reclusão ou isolamento. Esses jovens vivem por sua própria vontade trancados em suas casas ou quartos durante anos.

Normalmente o problema começa na adolescência, após enfrentar casos de ijime (maus-tratos na escola) ou falta de adaptação devido à pressão social que existe no Japão para não transgredir as regras sociais, disse Mami Iwamoto, diretora de um centro de reabilitação para vítimas de hikikomori em Yokohama (Kanagawa).

Cansados de sofrer pressão de colegas, alguns se encerram em seus quartos ou outros locais da casa e recusam sair durante um longo período de tempo, que pode durar até anos.

Calcula-se que cerca de 1 milhão de pessoas apresente esses sintomas, mas as causas ainda não estão muito claras.

Da explosão econômica dos anos 70 e 80 o Japão passou por uma crise que terminou há pouco tempo e agora muitos jovens não se sentem seguros quanto ao futuro quando saem das universidades.

A falta de perspectivas de futuro é um fator, mas o fenômeno hikikomori acontece exclusivamente no Japão, salvo alguns casos na Coréia do Sul.

A rigidez social da cultura japonesa impõe muita pressão sobre os jovens, de quem se espera a excelencia nas atividades que executam.

O especialista Tamaki Saito, pioneiro em estudar o tema, culpa em parte o culto à individualidade na cultura japonesa.

O fenônemo hikikomori, que segundo Mami atinge um em cada 40 lares japoneses, está relacionado em alguns casos com o fenômeno otaku, palavra que descreve os fanáticos de animês e videogames.

Segundo Iwamoto, alguns jovens reclusos passam o tempo dormindo durante o dia e jogando games ou navegando na internet durante a noite, porque para eles é mais fácil interagirem em um mundo virtual do que no mundo real, onde é necessário fazer esforços.

Como acontece muitas vezes entre os lares japoneses, os pais não forçam os filhos reclusos a saírem de casa, com a esperança de que o mal passe com o tempo.

É comum que a família sinta-se envergonhada com a situação e esconda o fato do estar sofrendo de hikikomori.

No Reino Unido, o hikikomori foi relacionado também ao termo NEET (Not currently engaged in Employment, Education or Training), que designa alguém que no momento não trabalho, nem estuda, nem se prepara para nada.

Segundo especialistas consultados pelo Japan Times, não se trata apenas do resultado de uma longa crise econômica que atingiu o país nos anos 90. Esse grupo começou a preocupar as autoridades japonesas, que já começam a enfrentar o problema da redução da força de trabalho em um país que registra uma das menores taxas de natalidade do mundo.

De fato, o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar pretende construir centros de internação para ensinar os jovens a serem mais disciplinados e interessarem-se pela carreira profissional.

Para a diretora do centro particular de tratamento para hikikomori Mami Iwamoto, no entanto, não é correto relacionar os jovens reclusos ao grupo NEET, nem tampouco uma questão de emprego ou profissão.

No centro segue-se um programa de quatro fases no qual o primeiro tenta fortalecer as relações dos indivíduos com pessoas da mesma idade. Só depois os internos passam a mudar seu ritmo de vida através de apoio psicológico. No final, os pacientes são conduzidos a um programa de inserção no trabalho no qual aprendem a conseguir independência econômica.



Hikikomori (lit. isolado em casa) é um termo de origem japonesa que designa um comportamento de extremo isolamento doméstico. Os hikikomori são pessoas geralmente jovens entre 18 a 34 anos que se retiram completamente da sociedade, evitando contato com outras pessoas. Em geral, moram sozinhos ou com os pais e se dedicam a internet, mangas, animes e video games como forma de preencher o tempo e viver num mundo isolado fantasiando a realidade. Os individuos tem seu desenvolvimento social paralisado afetando o processo natural de amadurecimento.

Esse tipo de comportamento é atualmente tido como problema de saúde pública no Japão onde milhares de jovens se encontram nesta situação devido ao alto grau de perfeição exigido das pessoas em tarefas diárias e à pressão acarretada por tal exigência, o que acaba levando muitas pessoas a problemas psicológicos de baixa auto-estima e em alguns casos extremos tendências sociopáticas graves. Há casos extremos onde filhos chegam aos 40 anos ainda dependentes dos pais e sem experiência profissional.

O Ministério da Saúde no Japão estima que cerca de 50 mil japoneses são vítimas do fenômeno. Dados do psicólogo Saito Tamaki, criador do termo e pioneiro na pesquisa sobre tal fenômeno, indicam um quadro muito mais sombrio: um milhão de jovens do sexo masculino seriam vítimas desse distúrbio, o que leva ao assombroso quadro de 20% da população adolescente masculina (ou 1% da população do país inteiro) vivendo em reclusão quase que total. É um tanto óbvio que graças ao comportamento isolacionista ao extremo das vítimas, o número exato de Hikikomori existentes atualmente não pode ser medido com exatidão, e provavelmente está entre um dos dois extremos propostos pelos dados fornecidos. Há informações de que Tamaki teria posteriormente admitido em sua autobiografia (Hakushi no kimyo na shishunki) que esse número não tem base factual e foi empregado apenas para chocar e chamar atenção para o problema.

domingo, 8 de novembro de 2009

O Universo - do ponto-de-vista do design

Sacos de dormir

I can be a frog, pt. 2



Adriana Varejão

Cai Guo-Qiang



rizoma / supercordas / Lygia Clarke

Paulagabriela

Ana Mendieta



Marni Horwitz

Leite

Marina Camargo, O mundo até o fim

Ontonte



esqueleto-rosa também é cultura!

Numa banda em que os outros não tocam música

O João falou de termos um momento banda, em que ele cantará. Lembrei dessa banda japonesa, Optrum, que toca lâmpada fluorescente. A Carina pode tocar alguma lâmpada, ou algum grupo de lâmpadas que uniremos para formar um "instrumento musical" próprio e novo.

sábado, 7 de novembro de 2009

WOW

Enquanto isso no Mundod e Warcraft, alguns homens não vivem da glória do passado. (ps imagem mandada pelo meu irmão, o Mateus)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

D, de DESEJO!

Transcrição integral do vídeo.

Notas
1. O Abecedário de Gilles Deleuze é uma realização de Pierre-André Boutang, produzido pelas Éditions Montparnasse, Paris. No Brasil, foi divulgado pela TV Escola, Ministério da Educação. Tradução e Legendas: Raccord com modificações.

2. A série de entrevistas, feita por Claire Parnet, foi filmada nos anos 1988-1989. Como diz Deleuze, em sua primeira intervenção, o acordo era de que o filme só seria apresentado após sua morte. O filme acabou sendo apresentado, entretanto, com o assentimento de Deleuze, entre novembro de 1994 e maio de 1995, no canal (franco-alemão) de TV Arte. Deleuze morreu em 4 de novembro de 1995. A primeira intervenção de Claire Parnet foi feita na ocasião da apresentação (1994-1995), enquanto a primeira intervenção de Deleuze é da época da filmagem (1988-1989).



D de desejo
CP: D de Desejo. Tudo o que sempre quiseram saber sobre o desejo. Primeira lição: Só se pode desejar em um conjunto. Então, sempre se deseja um todo. Vamos passar a D. Para D, preciso de meus papéis, pois vou ler o que há no Petit Larousse Illustré, em “Deleuze”, que também se escreve com D. Lê-se: "Deleuze, Gilles, filósofo francês, nascido em Paris, em 1925".
GD: Talvez hoje esteja no Larousse.
CP: Hoje, estamos em 1988.
GD: Eles mudam todo ano.
CP: “Com Félix Guattari, ele mostra a importância do desejo e seu aspecto revolucionário frente a toda instituição, até mesmo psicanalítica”. E indicam a obra que demonstra tudo isso: O anti-Édipo, em 1972. Como você é, aos olhos de todos, o filósofo do desejo, eu gostaria que falássemos do desejo. O que era o desejo? Vamos colocar a questão do modo mais simples: quando O anti-Édipo...
GD: Não era o que se pensou, em todo caso. Estou certo disso, mesmo naquele momento, ou seja, as pessoas mais encantadoras que eram... foi uma grande ambigüidade, um grande mal-entendido, um pequeno mal-entendido. Queríamos dizer uma coisa bem simples. Tínhamos uma grande ambição, a saber, que até esse livro, quando se faz um livro é porque se pretende dizer algo novo. Achávamos que as pessoas antes de nós não tinham entendido bem o que era o desejo, ou seja, fazíamos nossa tarefa de filósofo, pretendíamos propor um novo conceito de desejo. As pessoas, quando não fazem filosofia, não devem crer que é um conceito muito abstrato, ao contrário, ele remete a coisas bem simples, concretas. Veremos isso. Não há conceito filosófico que não remeta a determinações não filosóficas, é simples, é bem concreto. Queríamos dizer a coisa mais simples do mundo: que até agora vocês falaram abstratamente do desejo, pois extraem um objeto que é, supostamente, objeto de seu desejo. Então podem dizer: desejo uma mulher, desejo partir, viajar, desejo isso e aquilo. E nós dizíamos algo realmente simples: vocês nunca desejam alguém ou algo, desejam sempre um conjunto. Não é complicado. Nossa questão era: qual é a natureza das relações entre elementos para que haja desejo, para que eles se tornem desejáveis? Quero dizer, não desejo uma mulher, tenho vergonha de dizer uma coisa dessas. Proust disse, e é bonito em Proust: não desejo uma mulher, desejo também uma paisagem envolta nessa mulher, paisagem que posso não conhecer, que pressinto e enquanto não tiver desenrolado a paisagem que a envolve, não ficarei contente, ou seja, meu desejo não terminará, ficará insatisfeito. Aqui considero um conjunto com dois termos, mulher, paisagem, mas é algo bem diferente. Quando uma mulher diz: desejo um vestido, desejo tal vestido, tal chemisier, é evidente que não deseja tal vestido em abstrato. Ela o deseja em um contexto de vida dela, que ela vai organizar o desejo em relação não apenas com uma paisagem, mas com pessoas que são suas amigas, ou que não são suas amigas, com sua profissão, etc. Nunca desejo algo sozinho, desejo bem mais, também não desejo um conjunto, desejo em um conjunto. Podemos voltar, são fatos, ao que dizíamos há pouco sobre o álcool, beber. Beber nunca quis dizer: desejo beber e pronto. Quer dizer: ou desejo beber sozinho, trabalhando, ou beber sozinho, repousando, ou ir encontrar os amigos para beber, ir a um certo bar. Não há desejo que não corra para um agenciamento. O desejo sempre foi, para mim, se procuro o termo abstrato que corresponde a desejo, diria: é construtivismo. Desejar é construir um agenciamento, construir um conjunto, conjunto de uma saia, de um raio de sol...
CP: De uma mulher.
GD: De uma rua. É isso. O agenciamento de uma mulher, de uma paisagem.
CP: De uma cor...
GD: De uma cor, é isso um desejo. É construir um agenciamento, construir uma região, é realmente agenciar. O desejo é construtivismo. O anti-Édipo, que tentava...
CP: Espere, eu queria...
GD: Sim?
CP: É por ser um agenciamento, que você precisou, naquele momento, ser dois para escrever por ser em um conjunto, que precisou de Félix, que surgiu em sua vida de escritor?
GD: Félix faria parte do que diremos, talvez, sobre a amizade, sobre a relação da filosofia com algo que concerne à amizade, mas, com certeza, com Félix, fizemos um agenciamento. Há agenciamentos solitários, e há agenciamentos a dois. O que fizemos com Félix foi um agenciamento a dois, onde algo passava entre os dois, ou seja, são fenômenos físicos, é como uma diferença, para que um acontecimento aconteça, é preciso uma diferença de potencial, para que haja uma diferença de potencial precisa-se de dois níveis. Então algo se passa, um raio passa, ou não, um riachinho... É do campo do desejo. Mas um desejo é isso, é construir. Ora, cada um de nós passa seu tempo construindo, cada vez que alguém diz: desejo isso, quer dizer que ele está construindo um agenciamento, nada mais, o desejo não é nada mais.
CP: É um acaso se... porque o desejo é sentido, enfim, existe em um conjunto ou em um agenciamento, que O anti-Édipo, onde você começa a falar do desejo, é o primeiro livro que você escreve com outra pessoa, com Félix Guattari?
GD: Não, você tem razão, era preciso entrar nesse agenciamento novo para nós, escrever a dois, que nós dois não vivíamos da mesma maneira, para que algo acontecesse, ou seja, e esse algo era, finalmente, uma hostilidade, uma reação contra as concepções dominantes do desejo, as concepções psicanalíticas. Era preciso ser dois, foi preciso Félix, vindo da psicanálise, eu me interessando por esses temas, era preciso tudo isso para dizermos que havia lugar para fazer uma concepção construtiva, construtivista do desejo.
CP: Você poderia definir, de modo sucinto, como vê a diferença entre o construtivismo e a interpretação analítica?
GD: Acho que é bem simples. Nossa oposição à psicanálise é múltipla, mas quanto ao problema do desejo, é... é que os psicanalistas falam do desejo como os padres. Não é a única aproximação, os psicanalistas são padres. De que forma falam do desejo? Falam como um grande lamento da castração. A castração é pior que o pecado original. É uma espécie de maledicência sobre o desejo, que é assustadora. O que tentamos fazer em O anti-Édipo? Acho que há três pontos, que se opõem diretamente à psicanálise. Esses três pontos são... isso por meu lado, acho que Félix Guattari também não, não temos nada para mudar nesses três pontos. Estamos persuadidos, achamos em todo caso, que o inconsciente não é um teatro, não é um lugar onde há Édipo e Hamlet que representam sempre suas cenas. Não é um teatro, é uma fábrica, é produção. O inconsciente produz. Não pára de produzir. Funciona como uma fábrica. É o contrário da visão psicanalítica do inconsciente como teatro, onde sempre se agita um Hamlet, ou um Édipo, ao infinito. Nosso segundo tema é que o delírio, que é muito ligado ao desejo, desejar é delirar, de certa forma, mas se olhar um delírio, qualquer que seja ele, se olhar de perto, se ouvir o delírio que for, não tem nada a ver com o que a psicanálise reteve dele, ou seja, não se delira sobre seu pai e sua mãe, delira-se sobre algo bem diferente, é aí que está o segredo do delírio, delira-se sobre o mundo inteiro, delira-se sobre a história, a geografia, as tribos, os desertos, os povos...
CP: ... o clima.
GD: ... as raças, os climas, é em cima disso que se delira. O mundo do delírio é: “Sou um bicho, um negro!”, Rimbaud. É: onde estão minhas tribos? Como dispor minhas tribos? Sobreviver no deserto, etc. O deserto é... O delírio é geográfico-político. E a psicanálise reduz isso a determinações familiares. Posso dizer, sinto isso, mesmo depois de tantos anos, depois de O anti-Édipo, digo: a psicanálise nunca entendeu nada do fenômeno do delírio. Delira-se o mundo, e não sua pequena família. Por isso que... Tudo isso se mistura. Eu dizia: a literatura não é um caso privado de alguém, é a mesma coisa, o delírio não é sobre o pai e a mãe. O terceiro ponto... Significa isso, o desejo se estabelece sempre, constrói agenciamentos, se estabelece em agenciamentos, põe sempre em jogo vários fatores. E a psicanálise nos reduz sempre a um único fator, e sempre o mesmo, ora o pai, ora a mãe, ora não sei o que, ora o falo, etc. Ela ignora tudo o que é múltiplo, ignora o construtivismo, ou seja, agenciamentos. Dou um exemplo: falávamos de animal, há pouco. Para a psicanálise, o animal é uma imagem do pai. Um cavalo é uma imagem do pai. É ignorar o mundo! Penso no pequeno Hans. O pequeno Hans é uma criança sobre a qual Freud dá sua opinião, ele assiste um cavalo que cai na rua, e o charreteiro que lhe dá chicotadas, e o cavalo que dá coices para todos os lados. Antes do carro, era um espetáculo comum nas ruas, devia ser uma grande coisa para uma criança. A primeira vez que um garoto via um cavalo caído na rua e que um cocheiro meio bêbado tentava levantá-lo com chicotadas, devia ser uma emoção, era a chegada da rua, a chegada na rua, o acontecimento da rua, sangrento, tudo isso... E então ouvem-se os psicanalistas, falar, enfim, imagem de pai, etc., mas é na cabeça deles que a coisa não vai bem. O desejo foi movido por um cavalo que cai e é batido na rua, um cavalo morre na rua, etc. É um agenciamento fantástico para um garoto, é perturbador até o fundo. Outro exemplo, posso dizer... Falávamos de animal. O que é um animal? Mas não há um animal que seria a imagem do pai. Os animais, em geral, andam em matilhas, são matilhas. Há um caso que me alegra muito. É um texto que adoro, de Jung, que rompeu com Freud, depois de uma longa colaboração. Jung conta a Freud que teve um sonho, um sonho de ossuário, sonhou com um ossuário. E Freud não compreende nada, literalmente, ele diz o tempo todo: se sonhou com um osso, é a morte de alguém, quer dizer a morte de alguém. E Jung não pára de lhe dizer: não estou falando de um osso, sonhei com um ossuário... Freud não compreende. Não vê a diferença entre um ossuário e um osso, ou seja, um ossuário são centenas de ossos, são mil, dez mil ossos. Isso é uma multiplicidade, é um agenciamento, é... passeio em um ossuário, o que significa isso? Por onde o desejo passa? Em um agenciamento é sempre um coletivo. Coletivo, construtivismo, etc. É isso o desejo. Onde passa meu desejo entre os mil crânios, os mil ossos? Onde passa meu desejo na matilha? Qual é minha posição na matilha? Sou exterior à matilha? Estou ao lado, dentro, no centro dela? Tudo isso são fenômenos de desejo. É isso o desejo.
CP: Como o O anti-Édipo foi escrito em 72, esse agenciamento coletivo vinha a calhar depois de 68, era toda uma reflexão... daqueles anos e contra a psicanálise, que continuava seu negócio de pequena loja...
GD: Só o fato de dizer: o delírio delira as raças e as tribos, delira os povos, delira a história e a geografia, me parece ter estado de acordo com 68. Ou seja, parece-me ter trazido um pouco de ar são a todo esse ar fechado e malsão dos delírios pseudo-familiais. Vimos que era isso, o desejo. Se começo a delirar, não é para delirar sobre minha infância, aí também, sobre minha história privada. Delira-se... O delírio é cósmico... Delira-se sobre o fim do mundo, delira-se sobre as partículas, os elétrons e não sobre papai-mamãe... é evidente.
CP: Sobre esse agenciamento coletivo do desejo, penso em certos contra-sensos. Lembro-me que em Vincennes, em 72, na faculdade, havia pessoas que punham em prática esse desejo e isso acabava em amores coletivos, não tinham compreendido bem. Houve muitos loucos em Vincennes, como vocês partiam de uma esquizo-análise para combater a psicanálise, todo mundo achava que era legal ser louco, ser esquizo. Víamos cenas inverossímeis entre os estudantes. Queria que contasse casos engraçados ou não desses contra-sensos sobre o desejo.
GD: Eu poderia falar dos contra-sensos abstratamente. Consistiam em duas coisas, havia dois casos, que dá no mesmo. Havia os que pensavam que o desejo era o espontaneísmo, e havia todo tipo de movimentos espontâneos, o espontaneísmo.
CP: Os célebres maos-spontex...
GD: E os outros que pensavam que o desejo era a festa. Para nós, não era nem um nem outro, mas não tinha importância, pois, de qualquer modo, havia agenciamentos que aconteciam, havia coisas que mesmo os loucos... havia tantos, de todos os tipos. Fazia parte do que acontecia naquele momento, em Vincennes. Mas os loucos tinham sua disciplina, tinham sua maneira de... faziam seus discursos, suas intervenções, entravam em um agenciamento, tinham seu agenciamento, mas entravam em agenciamentos. Tinham uma espécie de astúcia, de compreensão, de grande benevolência, os loucos. Se quiser, na prática, eram séries de agenciamentos que se faziam e desfaziam. Na teoria, o contra-senso era dizer: o desejo é a espontaneidade. De modo que éramos chamados de espontaneístas, ou então era a festa, mas não era isso. Era... a filosofia dita do desejo consistia, unicamente, em dizer para as pessoas: não vão ser psicanalizados, nunca interpretem, experimentem agenciamentos, procurem agenciamentos que lhes convenham. O que era um agenciamento? Um agenciamento, para mim, e Félix, não que ele pensasse diferentemente, pois era, talvez... não sei. Para mim, eu manteria que havia quatro componentes de agenciamento. Por alto, quatro, não prefiro quatro a seis... Um agenciamento remetia a estados de coisas, que cada um encontre estados de coisas que lhe convenha. Há pouco, para beber... gosto de um bar, não gosto de outro, alguns preferem certo bar, etc... Isso é um estado de coisas. Nas dimensões do agenciamento, enunciados, tipos de enunciados, e cada um tem seu estilo, há um certo modo de falar, andam juntos, no bar, por exemplo, há amigos, e há uma certa maneira de falar com os amigos, cada bar tem seu estilo. Digo bar, mas vale para qualquer coisa. Um agenciamento comporta estados de coisas e enunciados, estilos de enunciação. É interessante, a História é feita disto, quando aparece um novo tipo de enunciado? Por exemplo, na revolução russa, os enunciados do tipo leninista, quando eles aparecem, como, em que forma? Em 68, quando apareceram os primeiros enunciados ditos de 68? É bem complexo. Todo agenciamento implica estilos de enunciação. Implica territórios, cada um com seu território, há territórios. Mesmo numa sala, escolhemos um território. Entro numa sala que não conheço, procuro o território, lugar onde me sentirei melhor. E há processos que devemos chamar de desterritorialização, o modo como saímos do território. Um agenciamento tem quatro dimensões: estados de coisas, enunciações, territórios, movimentos de desterritorialização. E é aí que o desejo corre...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mimando o mimão!

A idéia raiz de mimeses foi sofisticada por Aristóteles mas não transmutada. Arte vem “sempre após” a experiência, a separação entre arte e vida é moldada na idéia de mimeses. É este “vir apos” e esta separação que foram decisivas para o desenvolvimento do teatro ocidental. Uma analogia deixará claro o que eu quero dizer com “vir apos”. Comida cozida “vem apos” comida crua.Cozimento é algo que é feito nas comidas cruas para transformá-las em comidas e, talvez, purificá-las. Tods as comidas cozidas foram um dia cruas, toda comida crua pode ser cozida. Algumas frutas e vegetais são comestíveis tanto cozidos ou crus, mas a maioria das carnes precisa ser cozida para ser considerada comestível. O processo de cozimento é irreversível. Não existe maneira de tornar crua uma comida que foi cozida. Assim é com a vida e a arte. Arte é cozida e a vida é crua. Fazer arte é o processo de transformar experiências cruas em formas palatáveis. Esta transformação é a mimeses, uma representação. Isso é o coração da teoria mimética. NA arte não mimética as fronteiras entre vida e arte – ou cru e cozido – são borradas e permeáveis. (Schechner 1988 -38)

Tinha este capacete um tempo atrás nas Americanas

experiments_movimento



http://www.youtube.com/watch?v=khGPcAa8_YI


será que cabe um ventilador dentro de algum porta-mala na sexta?

experiments

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Para o Douglas

orgesticulanismus

Disappearing act



Rituais humanos & rituais animais

SCHECHNER, William. Performance studies.

Todos os animais, incluindo o homo sapiens, existem dentro da mesma teia ecológica sujeita aos mesmos processos evolutivos. Mas os animais não são todos iguais. Homologias [Aurélio: "Semelhança de estrutura e de origem, em partes de organismos taxonomicamente diferentes"] e analogias devem ser levadas adiante com cautela. É incorreto analisarmos em termos humanos a sacudida abdominal e o trabalho de patas da abelha melífera comunicando a outras abelhas as coordenadas geográficas da "dança" do néctar. Abelhas não podem improvisar, mudar os padrões básicos de movimento ou expressar os seus sentimentos (os quais as abelhas não têm em nenhum dos entedimentos humanos da palavra). Onde tudo é geneticamente determinado, onde não há aprendizagem, onde nenhum improviso é possível, onde nenhum erro ou descuido pode ocorrer, arte não há. Então o que as abelhas estão fazendo? Elas estão se comunicando na forma de um sistema simbólico de movimentos. Esse tipo de comunicação sugere uma conexão, uma de muitas, entre os rituais do homem e dos animais.

"[O biólogo inglês Julian] Huxley descobriu que certos padrões de movimento, no decorrer da filogenia [Aurélio: 'evolução das unidades taxonômicas; história evolucionária das espécies; filogênese'], perderam sua função específica original e tornaram-se puramente cerimônias 'simbólicas'. Ele chamou esse processo de ritualização e usou esse termo sem sinais de ser uma citação. Em outras palavras, ele equiparou os processos culturais destinados ao desenvolvimento de ritos humanos com os processos filogenéticos que dão origem às tão notáveis 'cerimônias' de animais. De um ponto-de-vista puramente funcional, essa equiparação é justificada, mesmo tendo em mente a diferença entre os processos culturais e filogenéticos. A tripla função de evitar confronto dentro do grupo, manter o grupo unido e realçá-lo como uma entidade independente contra outras unidades similares, é performada por um ritual culturalmente desenvolvido, tanto para uma estrita analogia quanto para ser digno de grande consideração. A formação dos ritos tradicionais deve se ter dado com o primeiro alvorecer da cultura humana, bem como num nível muito menor a formação do rito filogenético foi um pré-requisito para origem da organização social dos animais mais desenvolvidos. A repetição rítmica de um mesmo movimento é tão carcaterística de muitos e muitos rituais, tanto instintivos como culturais, que é desnecessário fornecer exemplos." (LORENZ, Konrad. On aggression. 1966.)

Samuel Casal


Walter Wyles


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Revelação .3

=D a caveira que ri!


Belos posts todomundo.
O Douglas anda ressonando o desejo que tenho tmbm em desenhar a caveira, o esqueleto do HOMEM>
Essa é nossa task atual, e peco para que todos tracem essa caveira. PEnsemos num conjunto de raios-x
a gente coloca cada um em frente ao outro, e liga uma luz atrás
logo teremos um corpo de vários corpos.
Justaposição.
Fico muito em questionando em como fazer o trabalho ALQUIMICO de trasformar nossas torrentes de referenciais num corpo sensivel e em expansão e coletivo de uma performance?
Ação.
Ação juntos.
O que isso tudo me dá vontade de fazer? QUAL O POTENCIAL POETICO REALIZAVEL COM NOSSOS INSTRUMENTOS CORPOS TECNOLOGIAS?
Como eu linko coisas que eu ja fiz, ou participei, ou ideias com as fontes referencias? O que elas geram em termos de potencia poética ou de ACAO?
O que me dá vontade de fazer com os outros?\
Como isso tudo se organiza naquele velho mapa do texto, da narrativa? Encaixa? Justapoe?
VAmos desenhar e começar a sonhar. E focar nos nossos encontros, chegar la com alguma experiencia para ser vivida.
Desenhar, escrever esses sonhos, compartilha-los.

isso e muito mais

tudo convergindo tudo

Depois de ler os ótimos posts "O macro-universo são guerras magnéticas" e "We are all connected, pt. 3", não pude deixar de lembrar das 7 profecias maias. Dá para fazer links diretos entre os ventos solares e o que chamam de apocalipse com as tais profecias.


É tudo cósmico. Astronomia purinha.




Aqui vai a PRIMEIRA PROFECIA MAIA

A primeira profecia fala sobre o final do medo. Diz que o nosso mundo de ódio e materialismo terminará no sábado 21 de dezembro do ano 2012. Neste dia a humanidade devera escolher entre desaparecer do planeta como espécie pensante que ameaça destruir o planeta ou evoluir para a integração harmônica com todo o universo. Compreendendo que tudo está vivo e consciente, que somos parte desse todo e que podemos existir em uma era de luz.

Conscientização e desastres naturais

A 1ª profecia Maia diz que a partir de 1999 resta-nos 13 anos, só 13 anos para realizarmos as mudanças de consciência e atitude de que eles nos falam, para que possamos nos desviar do caminha da destruição pelo qual avançamos para um outro que abra nossa consciências e a nossa mente para nossa integração com tudo o que existe. Os Maias sabiam que o nosso sol, eles o chamavam de ” Kinich-Ahau”, é um ser vivo que respira e que a cada certo tempo se sincroniza com o enorme organismo que existe, que ao receber uma manifestação de luz do centro da galáxia brilha mais intensamente produzindo em sua superfície o que nossos cientistas chamam de erupções solares e mudanças magnéticas.

Eles dizem que isso acontece a cada 5.125 anos. Que a terra se vê afetada pelas mudanças do sol mediante o deslocamento do seu eixo de rotação. Previram que a partir desse movimento haveria grandes desastres.

Harmonia universal

Para os Maias o processo universal, como a respiração da galáxia, é cíclico e nunca mudam. O que muda é a consciência do homem, que passa através deles num processo sempre em direção a mais perfeição. Com base em suas observações os Maias previram que a partir da data inicial de sua civilização, desde o 4° Ahua, 8° Cumku, isso é 3.113 a.C., 5.125 anos no futuro, ou seja, sábado 21 de dezembro de 2012o sol ao receber um forte raio sincronizado proveniente do centro da galáxia, mudará sua polaridade e produzirá uma gigantesca labareda radiante.

Para este dia a humanidade deve estar preparada para atravessar a porta que os Maias nos deixaram. Quando a civilização atual, baseada no medo, passará para uma vibração muito mais alta de harmonia.

Só de maneira individual podemos atravessar a porta que permite evitar o grande desastre que o planeta vai sofrer para dar inicio a uma nova era, um sexto ciclo do sol.

Os Maias asseguravam que a sua civilização era a 5ª iluminada pelo sol ( Kinich-Ahau), o 5° grande ciclo solar. Que antes haviam existido outras 4 civilizações que foram destruídas por grandes desastres naturais. Achavam que cada civilização é apenas um degrau para ascensão da consciência coletiva da humanidade. Para os Maias no ultimo desastre a civilização teria sido destruída por uma grande inundação, que deixou apenas alguns sobreviventes dos quais eles eram seus descendentes. Pensavam que ao conhecer os finais desses ciclos, muitos humanos se preparariam para o que vinha e que graças a isso haviam conseguido conservar sobre o planeta a espécie pensante, o seu humano.

Imagem do universo

Eles nos dizem que a mudanças dos tempos permite subir um degrau na evolução da consciência, podemos nos dirigir a uma nova civilização que manifestará maior harmonia e compreensão para todos os seres humanos.

A escuridão

A 1 ª profecia Maia nos fala do “tempo do não-tempo“, um período de 20 anos chamado “Katún”. Os últimos 20 anos desse grande ciclo de 5.125 anos, quer dizer que desde 1992 até 2012. Profetizaram que neste tempo manchas do vento solar cada vez mais intensa apareceriam no sol, que desde 1992 a humanidade entrará num ultimo período de grandes aprendizagens, de grandes mudanças, que nossa própria conduta de depredação e contaminação do planeta contribuiriam para essas que mudanças acontecerem.

Essa profecia diz que essas mudanças irão acontecer para que possamos entender como funciona o universo e para que avancemos em níveis superiores deixando para trás o materialismo e nos livrando do sofrimento.

A 1 ª profecia anunciou que 7 anos depois do inicio do 1° katún, ou seja, 1999, começaria uma época de escuridão que todos nós enfrentaríamos com nossa própria conduta, disseram que as palavras de seus sacerdotes seriam escutadas por todos nós como orientação para o despertar. Eles falam dessa época como o tempo em que a humanidade entrará no grande salão dos espelhos, uma época de mudanças para que o homem enfrente a si mesmo para fazer com que ele entre no grande salão dos espelhos, para que ele veja e análise seu comportamento com ele mesmo, com os demais, com a natureza e com o planeta onde vive. Uma época para que toda a humanidade por decisão consciente de cada um de nós decida mudar e eliminar o medo e a falta de respeito de todas nossas relações.

fonte: http://www.doismiledoze.com/a-primeira-profecia-maia/

ADENDO: Tem uma profecia que fala especificamente sobre o colapso econômico do dinheiro virtual e da "falha" que todos os eletro-eletrônicos irão ter devido à rajada de eletromagnetismo do grande sol da galáxia.

Deserto


Michæl Paukner

Kundalini


This illustration shows how everyone's energy circulation is in an artificial electromagnetic flow.

Kundalini is a Sanskrit word meaning either "coiled up" or "coiling like a snake." There are a number of other translations of the term usually emphasizing a more serpent nature to the word - e.g. 'serpent power'.

The caduceus symbol of coiling snakes is thought to be an ancient symbolic representation of Kundalini physiology. Hermes’ staff of life, called the “Caduceus” is an external representation of the internal energy pathways and their intersections at certain centers called “chakras”. Chakra means “wheels of energy”. These energy centers are symbolized on the caduceus by the crisscrossing of the serpents along Hermes’ staff. The Caduceus is a Hermetic symbol that can now be seen in most medical facilities and physician offices. It has become the symbol of the medical profession, which interestingly enough is a profession with an emphasis on healing or making one whole. It is also interesting that not many physicians are aware of the ancient Hermetic practice from whence this symbol has its’ origin.

Looking closely at the Caduceus, we see two intertwining serpents crisscrossing each other at certain points called the “chakras”. The serpents themselves represent the two major energy channels along the spine called the “ida” and “pingala”. When the ida and pingala energy flow is balanced, then the internal energy flows through the central channel called the “sushumna”. When the energy flow is balanced, the sushumna channel becomes active and there is a sense of tranquility and peace. It is through the sushmuna channel that one practices the mantra meditations to experience higher levels of consciousness.

read more: wwwtheastralyoga.blogspot.com/2009/09/chakras-and-caduceu...
also see: en.wikipedia.org/wiki/Kundalini


The Hundredth Monkey Effect


This phenomenon is considered to be due to critical mass. When a limited number of people know something in a new way, it remains the conscious property of only those people. The Hundredth Monkey Syndrome hypothesises that there is a point at which if only one more person tunes in to a new awareness, a field of energy is strengthened so that new awareness is picked up by almost everyone.

The Hundredth Monkey Effect was first introduced by biologist Lyall Watson in his 1980 book, ‘Lifetide.’ He reported that Japanese primatologists, who were studying Macaques monkeys in the wild in the 1950s, had stumbled upon a surprising phenomenon. Some anthropologist were studying the habits of monkeys on some islands in the ocean off the shores of Japan. They found one particularly smart little fellow, and taught it to wash its food before eating it. He learned to do this quite quickly. Soon the other monkeys in his family also began to wash their food before eating it. Later this behavior spread to other monkeys in the clan. About the time one hundred monkeys were washing their food prior to eating it, suddenly all the monkeys on all the islands, some thousands of miles away, began to wash their food before eating it.

This surprising observation became known as the Hundredth Monkey Effect and has been repeatedly observed. This same phenomenon is true in humans as well. It is part of the reason we have trends in fashion, the economy, and politics, etc. When we understand this concept, it becomes very important for us to develop our positive thinking. Humanity will be free, free at last. Free to build a better world, by "giving" - from the immense power of love, instead of "taking" - from the energy of fear.

Chris Burden



O Princípio Antrópico

O Princípio antrópico estabelece que qualquer teoria válida sobre o universo tem que ser consistente com a existência do ser humano. Em outras palavras, o único universo que podemos ver é o universo que possui vida. Se existe outro tipo de universo, nós não podemos existir para vê-lo.
O princípio antrópico divide-se em princípio antrópico forte e princípio antrópico fraco. O princípio antrópico forte afirma, em geral, que o Universo comportou-se de forma a adaptar-se ao Homem. O fraco diz que o Universo comportou-se de forma a surgir o homem, sem esse pleito pré-definido.
"A natureza é primorosamente ajustada para a possibilidade de vida no planeta Terra: se a força gravitacional fosse reduzida ou aumentada em 1%, o Universo não se formaria; por uma minúscula alteração na força eletromagnética, as moléculas orgânicas não se uniriam. Nas palavras do físico Freeman Dyson, parece que o 'Universo sabia que estávamos chegando'. O Universo não se assemelha a um lance de dados aleatório. Parece pura e simplesmente proposital [1]
"Vemos o universo da maneira como ele é porque, se fosse diferente, não estaríamos aqui para vê-lo". [2]
Stephen Hawking trabalha com a hipótese de que a natureza continuamente gera universos diferentes uns dos outros. Desses universos poucos geram vida inteligente. O nosso Universo gerou vida inteligente, ao acaso, mas quando nos admiramos do nosso universo, devemos levar em conta que ele é admirável porque estamos aqui, vivos e inteligentes para admirá-lo, enquanto um sem número de universos que não vemos são hostis à vida, inteligente ou não.

Referências

  1. Yancey, Philip, "Rumores de Outro Mundo," Ed. Vida, ISBN: 978-85-7367-803-1.
  2. Hawking, Stephen W. "Uma Breve História do Tempo, do Big Bang aos Buracos Negros" pg: 180, Gradiva, 3º edção, Abril de 1994, ISBN 972-662-010-4.

Tempestade feminina boreal


www.pedestrian.tv

Estruturas, funções, processos e experiências

Rituais e ritualizações podem ser entendidos de pelo menos quatro perspectivas:

1. Estruturas – como os rituais se parecem e soam, como eles usam o espaço, quem os performa e como eles são performados.

2. Funções – o que os rituais realizam para os grupos, as culturas e os indivíduos.

3. Processos – a dinâmica de alicerce guiando os rituais; como eles representam as mudanças e como eles as provocam.

4. Experiências – como é estar “em” um ritual.

Os etologistas estudam a continuidade entre os rituais humanos e os animais, particularmente como eles controlam e redirecionam a agressividade, a hierarquia estabelecida e mantida e o território marcado e defendido. Neuropsicólogos acreditam que certos ritmos repetitivos estimulam o cérebro, levam a uma “experiência oceânica” [ver “senso oceânico] de bem-estar máximo. Paleontólogos estudando a “arte” das cavernas da Europa supuseram que a caça e os rituais de fertilidade eram provavelmente performados em associação com pinturas e esculturas. A “arte” pode ter sido uma depositária da memória grupal antes da escrita. Antropólogos observam e teorizam sobre a miríade de práticas ritualísticas das sociedades humanas de hoje. Teóricos da performance investigam os processos ritualísticos que sustenteam oficinas, ensaios e performances.

Somente uma parte da vasta literatura sobre rituais é relevante aos estudos da performance. Eu identifiquei sete temas-chave para explorar:

1. rituais como ações, como performances.
2. similaridades e diferenças entre os rituais humanos e animais.
3. rituais como performances subliminares acontecendo entre os estágios da vida e entre as identidades sociais.
4. o processo ritualístico.
5. dramas sociais.
6. a relação entre ritual e teatro em termos da díade eficácia-entretenimento.
7. a performance tem origem nos rituais ou não?

"O ritual está para os símbolos que ele dramatiza assim como a ação está para o pensamento; num segundo nível, o ritual integra pensamento e ação; e, num terceiro nível, um foco na performance ritualística integra nosso pensamento e a ação deles." (BELL, Catherine. Teoria ritualística, prática ritualística. 1992.)

(SCHECHNER, William. Performance studies.)

around the world

olha os esqueletinhos, douglas...

http://www.youtube.com/watch?v=s9MszVE7aR4
(A incorporação foi desativada mediante solicitação)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

impos(sen)sibilidade

(...) “Ah, como eu gostaria de poder me fechar como um telescópio! Acho que conseguiria, se soubesse pelo menos começar.” Pois vejam bem, havia acontecido tanta coisa esquisita ultimamente que Alice tinha começado a pensar que raríssimas coisas eram realmente impossíveis.


- GARDNER, Martin ; CARROLL, Lewis. Alice, edição comentada. Ed. Jorge Zahar: Rio de Janeiro, 2002.

Três segredos da Fátima



Em julho de 1917, a Fátima revelou aos três pequenos pastores, a quem aparecia pela terceira vez, três segredos que, em seu conjunto, constituíam sua mensagem.

1. Deus estava muito ofendido pelos pecados do mundo moderno.
2. Por isso, exigia penitência.
3. Caso ela não fosse feita, viria um castigo.

1. A Fátima mostrou aos três pastorinhos "o inferno para onde vão os pecadores", e explicou-lhes que foram os pecados dos homens que provocaram o castigo da I Guerra Mundial (1914-1917). "A Fátima mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra [o núcleo da Terra!]. Mergulhados nesse fogo [o Inferno!] os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronzeadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das fagulhas nos grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à a Fátima, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu (na primeira aparição). Se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor. Em seguida, levantamos os olhos para a Fátima, que nos disse com bondade e tristeza: 'Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz.'"

2. A Fátima disse: "A guerra vai acabar, mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite iluminada por uma luz desconhecida [tempestade solar perfeita, aurora boreal!], sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz."

3. Para impedir que os castigos prosseguissem, a Fátima pediu que o Papa - junto com todos os Bispos do mundo - consagrasse nominalmente a Rússia ao Imaculado Coração da Fátima, coisa que até hoje nunca foi feita nos termos em que a Fátima pediu. Pedia ainda, de novo, penitência e oração, assim como o estabelecimento da devoção ao Imaculado Coração da Fátima, e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se os pedidos de Fátima não forem atendidos, haverá novo castigo e, desta vez, atingindo diretamente o clero, e mesmo o Papa.

(FÓNTIMA)




paro à beira de mim

Paro à beira de mim e me debruço...
Abismo... E nesse abismo o Universo.
Com seu tempo e seu ´spaço, é um astro, e nesse
Alguns há, outros universos, outras
Formas do Ser com outros tempos, ´spaços
E outras vidas diversas desta vida...

O espírito é outra estrela... O Deus pensável
É um sol... E há Deuses, mais espíritos
De outras essências de Realidade...

E eu precipito-me no abismo, e fico
Em mim... E nunca desço... E fecho os olhos
E sonho - e acordo para a Natureza...
Assim eu volto a mim e à Vida...
.....................................

Deus a si próprio não se compreende.
Sua origem é mais divina que ele,
E ele não tem a origem que as palavras
Pensam fazer pensar...
.....................................
O abstrato Ser [em sua] abstrata idéia
Apagou-se, e eu fiquei na noite eterna.
Eu e o Mistério - face a face...


Fernando Pessoa

O macro-universo são guerras magnéticas

Na estrela anã amarela chamada Sol cabem 1 milhão de Terras. É a única estrela do Sistema Solar. Gera 380.000.000.000.000.000.000 de Megawatts de potência, e isto torna minúscula qualquer coisa à escala humana. Num segundo, o Sol emite mais energia do que foi utilizada em toda a história da civilização humana. (FONTE)

Campo magnético do sol:



Campo magnético da Terra:

CLIQUE-ME

Sem a proteção de um campo magnético, a Terra pode-se tornar um planeta "morto", assim como Marte. Mario Acuña estima que Marte era um planeta com atmosfera e oceanos com formas primitivas de vida e que, há mais ou menos 4 bilhões de anos, o Planeta Vermelho teria começado a perder campo magnético e estar sujeito à erosão dos ventos solares, já que duas grandes crateras lá, formadas provavelmente pelo choque de corpos celestes, tiveram suas idades estimadas também em 4 bilhões de anos.(FONTE)

A linda & devastadora (oh!) tempestade solar perfeita:



Uma nova tempestade solar perfeita poderia tirar do ar sistemas de comunicação por meses: CLIQUE NAS NOTÍCIAS DA RAPOSA

A agitação está aumentando nos seres:



Uma tempestade dentro da Terra está enfraquecendo nosso campo magnético externo (oh!!):

Algo de estranho está acontecendo nos profundos subterrâneos da Terra, onde um líquido metálico é constantemente movimentado pela rotação do Planeta, gerando uma força invisível: O Campo Magnético, que protege a Terra contra radiações advindas do espaço. Este campo magnético parece que aos poucos está se tornando mais fraco. Haverá um dia de completa desgmanetização do planeta Terra em que todos os habitantes estarão sujeitos aos efeitos da radiação cósmica e do vento solar? No ritmo atual do enfraquecimento, o campo durará somente até o próximo milênio, segundo o astrofísico Peter Olson. (FONTE)

"Space weather is nasty", baby.



Trecho:

Apesar de estar a 800 mil quilômetros do núcleo que gera o calor, na atmosfera, a temperatura do Sol é tão alta quanto no núcleo. Sob a coroa, a superfície do Sol está literalmente fervendo. Toda a superfície do sol está coberta por células convectivas. [A convecção é soma de dois fenômenos físicos, a condução de calor (ou difusão de calor) e a advecção de um meio fluido (líquidos e gases).] A matéria quente do interior do Sol sobe, alcança a superfície, arrefece, brilha, emite luz solar, depois volta a afundar-se. É um processo extremamente violento. Cada bolha de matéria que sobe tem mais ou menos o tamanho do Texas. [Em alguns casos, expele uma massa equivalente à do Everest, que vem em nossa direção, segundo o astrofísico Andrew Coates. A cada poucas horas, o Sol ejeta bilhões de toneladas de partículas eletricamente carregadas - o vento solar.] Isto acontece constantemente em cerca de 1 milhão de zonas sobre toda a superfície solar durante todo o dia. Esta ebulição não é so violenta como extremamente barulhenta. A superfície agitada do Sol cria energia sonora suficiente para superaquecer a coroa até milhões de graus. Os cientistas crêem que a combinação entre essas ondas sonoras e a energia do campo magnético do Sol é responsável pelas temperaturas extremas que se encontram na coroa.

Células convectivas do sol, por uma nave japonesa:



A cerâmica age como gravador de fita magnética. Vasos registram o campo magnético da Terra no momento em que são feitos, segundo o arqueólogo John Shaw. Como em rochas vulcânicas, a argila contém pequenos pedaços de minerais ferrosos chamados magnetita. Num nível microscópico, a magnetita contém muitas regiões magnéticas distintas, como minúsculos ímãs. Mas a argila torna-se magnética apenas quando é cozida. Uma vez fria, o magnetismo é preso. (FONTE)

Revista Bodisatva

Estas imagens e estes poemas têm uma conexão escondida



Caesar Abraham Vallejo nasceu em 16 de Março de 1892, em Santiago de Chuco, Perú.

"Toda a vida de Vallejo é um esforço para conquistar, na própria escritura de cada poema, este alfabeto competente ou linguagem adequada: uma linguagem adequada à obscuridade da intuição, à visão das trevas não pode ser senão obscura. O poeta desce à noite e toda a noite deve ser dita no poema, o poema deve mostrá-la; ele a viu, a tocou, e pede que o escutem “em bloco”:

e se vi, que me escutem pois, em bloco,
se toquei esta mecânica, que vejam
lentamente,
aos poucos, vorazmente, minhas trevas.

(De Panteão - César Vallejo)

(Américo Ferrari: Introdução a César Vallejo:
Obra Poética Completa)




BARRO NU (Os Arautos Negros)

Erguem-se visagens fúnebres do lábio
como batráquios terríveis na atmosfera.
Pelo Saara azul da Substância
caminha um verso cinza, um dromedário

Fosforesce um esgar de pesadelos cruéis.
E o cego que morreu repleto de vozes
de neve. Madrugar o poeta, o nômade,
é um dia áspero para ser homem.

As Horas seguem febris e abortam
nos ângulos rubros séculos de ventura.
Quem corta o fio, quem desfaz
impiedosamente os nervos,
cordéis já gastos, na tumba?

Amor! E tu também. Pedras gastas
se delineiam na tua máscara que se rasga
Contudo, a tumba é
um sexo de mulher que conquista o homem!

(Trad. Jorge Henrique Bastos)



POEMA PARA SER LIDO E CANTADO

Sei que há uma pessoa
que, dia e noite, me busca em sua mão,
encontrando-me, a cada minuto, em seu calçado.
Ignora que a noite está enterrada
atrás da cozinha com esporas?

Sei que há uma pessoa composta de minhas partes,
que eu completo sempre que o meu vulto
cavalga sua exacta pedrazinha.
Ignora que ao seu cofre
não voltará nenhuma moeda que saiu com seu retrato?

Sei o dia,
mas o sol escapou-me;
sei o ato universal que fez na cama
com alheia coragem e essa água morna, cuja
superficial frequência é uma mina.
Tão pequena é, acaso, essa pessoa
que até seus próprios pés assim a pisam?

Um gato é a fronteira entre mim e ela,
mesmo ao lado de sua malga de água.
Vejo-a pelas esquinas, abre e fecha
sua veste, antes palmeira interrogante...
que poderá fazer senão mudar de pranto?

Mas ela me busca, me busca. É uma história!

_________________
Poemas extraídos da edição:
"Antologia Poética de César Vallejo -
seleção, tradução prólogo e notas, José Bento,
ed. Relógio D'Água, Lisboa, 1992"

Iluminismo

Grifos em negrito, (...) e . . . para representar cortes & [comentários meus entre colchetes].



"Desde que Marcel Duchamp . . . mandou um urinol para ser exposto numa galeria de Nova York e, quase em seguida, em 1915, montou uma roda de bicicleta equilibrada sobre um pequeno banco e a fez passar por obra de arte, abriu-se a Caixa de Pandora dos horrores estéticos que a partir de então invadiram o cenário das exposições de arte. Para acentuar ainda mais o seu deboche para com o que até então se entendia como arte, Duchamp, um pândego, um moleque crescido, pintou um belo bigode numa imagem da Mona Lisa de Leonardo da Vinci, ícone da pintura ocidental. Como ele não foi confinado num manicômio nem encarcerado por ofensas ao patrimônio estético (interessante observar que nunca o Direito Penal preocupou-se em classificar como crime hediondo quem de propósito fabricasse a feiura!), parte da vanguarda artística ocidental tomou-o como um profeta dos novos tempos. Estabeleceu-se então um deus nos acuda. (...) A gota d'água derradeira destas perversidades que acometem contra nós, pobres porto-alegrenses, foi a inauguração recente da Casa Monstro, situada na Rua dos Andradas. Pelo menos o autor, um jovem paulista [o genial Henrique Oliveira], enfim alguém sincero no ramo, não a escondeu atrás de um título esotérico ou poético: é monstruosa, sim! Trata-se da reprodução de um tumor que, inchado, é expelido pelas aberturas da construção e vem se mostrar aos olhos dos passantes, tal como se fora um abdômen de um canceroso recém aberto pelo bisturi de um cirurgião. Como se vê, uma maravilha!" (Voltaire Schilling)







"O artigo do historiador Voltaire Schilling A Cidade das Monstruosidades (ZH, 25/09/2009) tem lá o seu grau de aberração. (...)" (Gaudêncio Fidélis, Mestre em Arte pela New York University (NYU) e doutor em História da Arte pela State University of New York)



"(...) Sob muitos aspectos, entendo profundamente a indignação do professor Voltaire. Mas acho que seu texto é de uma infantilidade que faz rir. (...)" (Clóvis da Rolt)



"Ernst Gombrich nasceu na Áustria há cem anos . . . Ao completar 41 anos de idade, publicou 'A História da Arte', e depois disso poderia morrer. Aí está uma obra-prima que justifica uma vida. Talvez seja o livro de arte mais famoso do mundo. Pelo menos é o meu preferido, eu que leio bastante sobre o assunto, o que não adianta nada — não entendo lhufas de arte. Limito-me a seguir os ensinamentos do Professor Gombrich, que escreveu o seguinte: 'Não existem razões erradas para se gostar de uma obra de arte. Existem razões erradas para não se gostar de uma obra de arte.' (...) Lá em casa havia três reproduções de quadros do Miró. A primeira vez que as vi, não gostei delas. Depois, tentei entendê-las, porque é aquilo: a gente só gosta do que conhece. Dediquei-me com todo o empenho a esta tarefa. Sentava-me numa poltrona da sala e ficava olhando para os quadros. Olhando. Olhando. Sabia que na certa havia algo profundo além das figuras e das cores que divisava. Mas o quê? O quê??? Os quadros permaneceram durante anos pendurados naquela parede, sem que jamais os tivesse decifrado por completo. Terminei por me enternecer com a presença deles e até por apreciá-los, mas não pelo que representavam em termos de arte, porque isso, tanso, não entendi. (...) Quem entende de arte é assim. Aprecia a arte contemporânea, as abstrações, as instalações, mesmo as aparentemente tolas, que, no meu precário entender, são quase todas." (Davi Coimbra)



Gunter Axt - Como o problema em Porto Alegre poderia ser corrigido?

Voltaire Schilling - Sou pessimista. A tirania ideológica que os agentes culturais e os artistas plásticos exercem no nosso tempo deixa pouca margem para a oposição (todos os que a contestam são considerados: 1. nazistas; 2. fascistas; 3. stalinistas, 4. ignorantes, 5. reacionários e burros). O discurso da intimidação aos que os criticam tem sido uma arma eficaz para obter o silencio constrangedor da multidão que não quer ser taxada de imbecil pela vanguarda barulhenta dos nossos dias.



"Schopenhauer já colocou a nu essa estória de parecer ser 'difícil'. (...) Qual o problema com o belo? Concordo com o autor do artigo." (Marcelo Lied)



"Não importa se alguém acha bonita ou feia as obras citadas pelo professor. A opinião de cada um NÃO VALE NADA, só para si mesmo. O que importa é buscar a verdade sobre as obras. A verdade real. 'O que é, é, o que não é, não é'. E ESSAS OBRAS SÃO HORRÍVEIS!" (Charlus Potter)



"Finalmente alguém de bom senso para criticar essas porcarias que chamam de arte. As pessoas que fazem tais coisas não são e nunca serão artistas e pretendem impor seu ponto-de-vista obtuso acerca da vida e da arte a todas as pessoas. Parabéns pelo artigo." (Joaquim Bavaresco)



"Concordo com a ideia de despachar Voltaire para bem longe de Porto Alegre ou acabaremos sujeitos à limitação de só expor o que lhe agrada aos olhos. (O mau humor e a acidez lhe tirou toda e qualquer chance de ser levado a sério)." (Adriana Souza)



"O artigo do professor é ótimo. Revela o pensamento tacanho e preconceituoso do cidadão médio porto-alegrense. Arte não é sinônimo de belo e tampouco de obviedade. (...)" (Marcus Padilha)



"Àqueles dizendo que é preciso entender para criticar, enxerguem-se. Arte não é o domínio de alguns poucos auto-proclamados intelectuais, arte não é limitada à elite com 'formação'. Menos ainda quando é exposta publicamente, em espaços que pertencem à população. O autor do artigo está correto, sim, em criticar, pois o que vemos nesta cidade é uma aberração, e não arte. A reação pública que ocorre seguindo o artigo é o que os ditos 'artistas' mais temem, é a população finalmente percebendo sua farsa. É o povo declarando, como outra pessoa já comentou nesta página, que o REI ESTÁ NU." (André T)



"A arte é algo belo, até para quem não entende, qualquer arame enfarpado sendo juntado a algumas latas velhas hoje é considerado arte. E as pessoas ainda querem ter renda com isto. (...)" (Alberto Guterres)



"(...) A expressão de um intelectual conhecido, que expressa o que grande parte dos porto-alegrenses gostariam de dizer. Muito obrigado." (Vania Lupe Machado)



"(...) Em relação as 'obras de arte' o pior é que ainda pagamos por elas. Gasta-se uma fortuna com uma bienal que não acrescenta nada culturalmente. O Sr. Voltaire expressou fielmente o que a maioria pensa." (Levy Gonçalves de Souza)



"Despachar iria gerar custos, mais prático seria jogá-las ao fundo do Guaíba, que é o local aonde elas devem ir." (Marcinio Zilio)



"A arte tem que agradar o povo, a maioria. Tem que ter algo a ver com as tradições ou com aquilo que a população se identifique e se sinta bem ao olhar. (...)" (Sergio Luiz)



"Hoje em dia qualquer porcaria é arte, as quais deveriam ser proibidas e destruídas." (Luciano Metzler Fialho)



"Eu achei que esses levantes acerca da 'arte degenerada' tinham saído de moda pelo fim dos anos 30, na Alemanha. (...)" (Guilherme Dable)



"(...) Não se entende nada, e se aquilo são obras, quem é da área deve estar criando para eles mesmos, pois nada se entende. Ridículo tudo aquilo. Perdi meu tempo." (Humberto de Almeida Garcia Sobrinho)



" . . . o Voltare está correto. (...)" (Pedro Barros)



[Vamos julgar mais!! Quem sabe a gente colhe opinião de cada um dos moradores dos países de língua portuguesa? Teremos uma amostra ideal de avaliação artística.]



"Sim, professor!! E façamos como Hitler e condenemos toda a arte degenerada e quem a produz! Façamos de nossa Porto Alegre uma capital inspirada nos grandes mestres classicistas greco-romanos. Chega de tanta aberração produzida por essa classe de seres humanos de raça impura: os artistas. Heil!! (...)" (Thiago Martini)



"PINTURA CONTEMPORÂNEA, DANÇA CONTEMPORÂNEA ETC. ESTAMOS CERCADOS DE CONTEMPORANISMO, E COMO BEM EXPOSTO NO TEXTO, DE VERDADEIRAS MONSTRUOSIDADES. NÃO SE VAI A LUGAR NENHUM, É UM VAZIO, UM OCO E, AO MESMO TEMPO, UM CAOS. (...)" (FRITOLDO SILVA)



[Este aqui em cima nem precisa de negrito, ó. E será contatado por mim e pelo João para ser o curador - e o curandeiro - das nossas vidas, por que ele captou a Essência de Tudo.]



"Gosto é... gosto. (...)" (Carlos Antunes)



" . . . coloquem-nas nos depositos de entulhos que lá sim é lugar desse tipo de obra de arte." (Carlos Silva)



"Eu e minha família concordamos plenamente com o Professor. Cremos que Porto Alegre merece obras verdadeiramente de arte, que possam ser admiradas (e entendidas) por todos." (Rosangela Dornelles)



"(...) Abaixo as porcarias conteporâneas." (LUIS ALBERTO KAUER DE OLIVEIRA)



"Não entendo muito de arte mas trabalho do lado de uma galeria de arte e não tem nada igual aqui do lado . . . " (Marcelo Pereira)



"Monstruosidades são os argumentos usados no artigo contra a arte contemporânea, entre mediano e medíocre. Arte não é para bonito, é para provocar mesmo. Se é para embelezar a cidade, sugiro que as pessoas feias retirem-se das ruas - apesar de eu não saber quem decidirá sobre isso: o Voltaire, talvez..." (Eduardo Kersting)



"(...) Surpreendeu foi a grosseria, os termos vulgares, o reacionarismo, a intolerância vil. Quem é ele pra julgar o que é bonito ou feio? (...)" (Alessandra Maia)



" . . . é lamentável que desocupados venham promover este festival de horrores em Porto Alegre . . . Senhor Secretário de cultura vá trabalhar." (Carlos Alberto Funini)



"Entendo seu lado 'revoltadinho', Voltaire Schilling, mas existem formas mais nobres de se criticar e refletir. O seu texto não passa de uma crítica vazia e sem sentido. Fica a dica." (Edilson Cardoso)



" . . . para o fundo do oceano . . ." (Guilherme Spader)



[Cansei, agora.]